
red road
Dolorido.
Dolo também é "intenção", né? Tu também sente isso? Assim, que no fundo tudo que acontece de ruim com quem tu gosta é tua culpa? Tu poderia ter dito tal coisa, poderia ter chegado antes, chegado depois. Foi tua culpa, e o fato que tu não teve dolo não conta.
Eu entendo esse como um filme sobre culpa e luto. Tanta culpa, tanta, tanta que só resta se unir ao outro culpado. Só com ele é possível falar sobre o que tanto atormenta, só ele pra entender. Aquele que eles chamam de assassino, mas na verdade é o cúmplice, meu cúmplice.
quinta-feira, julho 05, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Filmes em fevereiro:
até agora (e que eu lembro)
À procura da felicidade
Álibi
Amor em cinco tempos, O
Café da Manhã em Plutão
Camelos não choram
Cinema, Aspirinas e Urubus
Dama da Água
Depois da vida
Pecados íntimos
Pequena Miss Sunshine
Rainha, A
Scoop
Última Noite, A
Você é tão bonito
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Peretti
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1:45 PM
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quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Pecados Íntimos
é tipo Namorada de Aluguel
Eu tinha entendido tudo errado. Fui ver Pecados Íntimos pensando que era uma história sobre uma família suburbana que produzia filmes pornô, mas eram pais exemplares. Daonde tirei essa demência eu não sei.
Não era isso, mas se fosse provavelmente ainda trataria sobre o mesmo assunto, um dos mais americanos que existem: "the struggle to fit in". Quase todos aqueles teen movies (tipo Namorada de Aluguel) que a gente viu na Sessão da Tarde tratavam sobre um mocinho/mocinha querendo se tornar popular para conquistar a prom queen/prom king e tendo como oponente o quarterback valentão/cheerleader vagabunda.
Eu não leria o resto sem ver o filme.
Aqui a high school vira um subúrbio de Boston, a mocinha é casada, mãe de uma menina que podia ser alvo da Super Nanny, a cheerleader é uma mãe exemplar e o prom king (assim referido no filme) é um pai jovem, bonitão, sustentado pela mulher e perdido na vida.
Em arcos de história paralelos também temos um policial aposentado por invalidez psiquiátrica e um pedófilo tentando, lá a sua maneira, encaixar-se também.
Filmar o time de futebol americano e as mães dispondo os lanches sobre a mesa com o mesmo travelling pode ser uma certa falta de originalidade, mas traça o paralelo do que é assustador e ao mesmo tempo desejado pelo casal de protagonistas.
E da possibilidade de alguém diferente, de um dia diferente nesse lugar tão monótono, surge um amor, e esse amor é impossível a menos que eles fujam.
A principal diferença de ponto de vista teen para o adulto é que aqui o autor pode ser pessimista. Daí o fracasso dos personagens em escapar às suas sinas: eles precisam lidar com o fato de que não se encaixam, não tem poder para se encaixar e ao mesmo tempo têm medo do que não é essa merda que eles já conhecem.
O filme tem lá seus problemas, como o final óbvio para o policial e o pedófilo e a história morna sobre "Slutty Kay". Mesmo assim vale a pena assistir.
P.S.: O filme tem um narrador que muitas vezes me lembrou o de Barry Lindon. Não tenho opinião formada sobre isso ser bom ou ruim. A Fernanda disse que é cafona.
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Peretti
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3:38 PM
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sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Camelos
Não me passava pela cabeça que algum dia eu veria um filme mongol.
Camelos são fascinantes. Quer dizer: não são, mas se tu ficar olhando bastante tempo podem ser. Tipo os pingüins imperadores.
Estranhei um pouco um documentário semi-atuado, lembrei daquelas aulas sobre pré-cinema verdade, mas logo cedi. A paisagem, as roupas e, claro, os próprios bichos hipnotizam. Byambasuren Davaa entrou pra minha lista de interesses fazendo um filme drama/documentário/etnográfico tocante e simples, sem ser chato.
Tem em DVD e não tem porquê não ver. Tem menos de 1h30 e certamente vai te deixar pensando.
A carência é o grande mal do mundo. A cura é o simples, é o pensar em menos coisas, é uma música.
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Peretti
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1:18 PM
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terça-feira, fevereiro 06, 2007
Robert Redford que nos perdoe, mas...
Pra ganhar Sundance você precisa de:
4 (no mínimo) eixos narrativos, sendo que o que mais promete deve não dar em nada
2 diálogos profundos e totalmente aleatórios, um deles entre pessoas que praticamente não se conhecem
1 seqüência forçadamente sensível (como a morte do peixe em "Eu, você e todo mundo")
tirar sarro com o hábito politicamente correto americano (o que é uma covardia, afinal a piada já está pronta)
1 personagem que "looks kinda weird, but is really a great person once you get to know him"
1 cena de sexo onde um dos envolvidos está zero excitado (adaptado da dica da Fernanda)
1 única música chata que se repete várias vezes ao longo do filme
1 cena final querendo passar MENSAGEM
Opcional:
1 criança que fale como adulto
Que planejamento adora fórmula.
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Peretti
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12:43 PM
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